sábado, 10 de novembro de 2007

O MILAGRE DE LANCIANO

A primeira vez que ouvi falar desse milagre fiquei cético. Então pesquisei e passei de cético a pasmo. Há uma quantidade bem grande de milagres envolvendo a Eucaristia, todos são impressionantes, mas esse é o que mais me fascina.

Lanciano é uma pequena cidade medieval, banhada pelo Mar Adriático, na Itália, entre as cidades de San Giovanni Rotondo e Loreto.
Antigamente a denominavam de “Anxanum”. A mudança de nome foi com a finalidade de perpetuar uma homenagem à Longino, que segundo a Tradição nasceu lá e foi o Centurião romano que cravou a sua lança no flanco direito de JESUS Crucificado, alcançando o Coração do Redentor, para ver se ELE ainda estava vivo, conforme descreve São João em seu Evangelho (Jo 19,34).

A seqüência dos muitos acontecimentos que sucederam na vida do centurião, despertou o seu espírito e o conduziram ao caminho da conversão. DEUS perdoou o seu abominável sacrilégio e ele, ao longo de sua vida, demonstrou de maneira eloqüente a sua amizade e seu imenso amor ao SENHOR JESUS. A Igreja reconheceu a notável transformação espiritual que o santificou e o colocou entre os Santos do SENHOR. É conhecido como São Longino e sua imagem está no Vaticano, no Santo Sepulcro em Jerusalém e em diversos outros altares do mundo. Sua Festa é comemorada no dia 15 de Março.

Um Monge da Ordem de São Basílio (Basiliano), sábio nas coisas do mundo, vacilava nas coisas da fé. Atravessava um terrível período de perturbação espiritual e de tal ordem, que o levava a duvidar da presença Real de NOSSO SENHOR JESUS CRISTO na Hóstia Consagrada. Mas ele lutava contra aquela abominável tentação e rezava, suplicando ao CRIADOR que iluminasse o seu espírito e o livrasse daquela dúvida cruel e do medo que envolvia a sua consciência, que o fazia imaginar estar perdendo a sua vocação sacerdotal. Todavia ele era um homem fraco com sua vontade, à medida que passavam os dias, aquele drama interior aumentava de intensidade e afetava a sua disposição, roubando-lhe até o prazer de viver.

Certa manhã, como habitualmente acontecia, estava celebrando uma Santa Missa, quando foi acometido por uma incontrolável onda de dúvidas. Envergonhado consigo mesmo, com um olhar de piedade, contemplou a Hóstia e o Vinho que estavam a sua frente e que ele começara a rezar a Consagração. De súbito, suas mãos tremeram e seu corpo foi envolvido por uma vigorosa e profunda emoção. Permaneceu imóvel, em silêncio, de costas para o povo (antes do Concílio Vaticano II as Missas eram celebradas de costas e em latim). Depois de alguns minutos, voltando-se para os fieis que não sabiam o que acontecia e aguardavam com expectativa e ansiedade, falou:


Ó testemunhas afortunadas, a quem o Santíssimo DEUS, para destruir a minha falta de fé, quis revelar-SE a SI Mesmo neste Bendito Sacramento e fazer-SE visível diante de nossos olhos. Venham irmãos, venham todos e maravilhem-se com o nosso DEUS tão próximo de nós. Venham contemplar a Carne e o Sangue de nosso Amado CRISTO”.

A Hóstia tinha se transformado em Carne e o Vinho convertido em Sangue do SENHOR.

As pessoas, após horas de adoração, saíram para as suas casas e divulgaram a auspiciosa notícia por onde passavam. Em pouco tempo, toda a cidade ficou sabendo da notável manifestação sobrenatural e afluíram à Igreja, centenas e milhares de pessoas, que superlotaram todas as dependências do templo cristão, porque todos estavam ávidos de verem o Corpo e o Sangue de JESUS.

O Milagre ocorreu no ano 700 de nossa era e causou um efeito admirável em toda a Igreja.

O Sangue do SENHOR após o acontecimento Sobrenatural, coagulou em cinco porções, como se fossem cinco pelotas. Elas guardam uma incrível propriedade: Pesando-se as pedrinhas de sangue coagulado (e todas são de tamanhos diferentes) cada uma delas tem exatamente o mesmo peso das cinco pedrinhas juntas! Deus parece brincar com o peso normal dos objetos.

A Carne ficou com uma cor grená-escuro. Entretanto, quando se coloca uma lâmpada por trás, ela adquire uma cor rosada.

A Igreja de Lanciano permaneceu sob a custódia dos Monges de São Basílio até 1176, quando assumiram os Padres Beneditinos e permaneceram até 1252. A seguir vieram os Franciscanos e tiveram que fazer muitas obras, porque a estrutura do templo estava comprometida.

Em 1566, com a ameaça de invasão pelos turcos, Frei Giovanni Antônio de Mastro Renzo e seus companheiros, construiram uma Capela especial e bem protegida, a Capela Valsecca, onde foi abrigado com segurança o Milagre de JESUS Eucarístico. Ali permaneceu até o ano 1902, quando construíram um magnífico Altar com dois Tabernáculos: no superior, colocaram o Ostensório Especial com o Milagre e no inferior, está o Sacrário com as Hóstias Consagradas nas Santas Missas, para serem consumidas pelos fieis. Pela parte de trás, há uma pequena escada de acesso, por onde as pessoas podem subir e admirar bem de perto o Ostensório com o extraordinário Milagre.



O milagre eucarístico de Lanciano
segundo o cientista que comprovou sua autenticidade

ROMA, quinta-feira, 5 de maio de 2005 (Revista ZENIT).

O doutor Odoardo Linoli afirma a Zenit que sustentou em suas mãos um verdadeiro tecido cardíaco quando analisou anos atrás as relíquias do milagre eucarístico de Lanciano (Itália), o mais antigo dos conhecidos. O fenômeno se remonta ao século VII.

Professor de Anatomia e Histologia Patológica, de Química e Microscopia Clínica, e ex-chefe do Laboratório de Anatomia Patológica no Hospital de Arezzo, Seus resultados suscitaram um grande interesse no mundo científico.

Em novembro de 1970, por iniciativa do arcebispo de Lanciano, Dom Pacífico Perantoni, e do ministro provincial dos Conventuais de Abruzzo, contando com a autorização de Roma, os Franciscanos de Lanciano decidiram submeter a exame científico as relíquias. Encomendou-se a tarefa ao professor Linoli, ajudado pelo professor Ruggero Bertelli da Universidade de Siena.

Com a maior atenção, o professor Linoli extraiu partes das relíquias e submeteu a análise os restos de «carne e sangue milagrosos». Em 4 de março de 1971 apresentou os resultados.
  1. O sangue é de espécie humana, do grupo AB.
  2. A carne é de músculo cardíaco humano, sem qualquer ação de produtos químicos preservantes, evidenciando ter sido colhida viva e agora se apresentando mumificada pela ação do tempo, sem contudo decompor-se. Nela são evidenciados o miocárdio, o endocárdio, vasos e nervos cardíacos.
  3. O grupo sanguíneo da carne é o mesmo das gotas de sangue.
  4. Macroscopicamente, é uma fatia vertical de um coração humano, com as cavidades direita e esquerda bem individualizadas. Suas características fazem supor uma dissecação anatômica perfeita, atividade somente iniciada no ano 1300. Portanto, impossível de ter sido feita no século VIII, época reconhecida e documentada do surgimento dessa peça. A carne era realmente carne.
  5. Evidenciaram-se estruturas vasculares de tipo arterioso e venoso normais, que não apresentam alterações estruturais, que pertencem a um indivíduo são e jovem.
  6. Quanto às análises direcionadas a precisar revelação de substâncias mumificantes, concluiu-se que a antiga carne de lanciano pertence a um coração. Um coração sadio.
  7. Da análise eletroforética das proteínas dos fragmentos de sangue, constatou-se que a composição percentual das proteínas no líquido, correspondem exatamente às proteínas do sangue humano normal.

Constatou-se ainda que a Hóstia Eucarística que permaneceu no centro da carne desapareceu e que o recipiente, não estava hermeticamente lacrado. Quanto aos coágulos de sangue, relativos ao milagre do peso dos fragmentos (constatados na época pelos monges), nenhuma diferença de peso incomum foi notada. (Para a capacidade científica de cada época, revelou Deus diferentes milagres em tempos distintos).

Consultado por Zenit, o professor Linoli explicou que, «pelo que diz respeito à carne, encontrei-me na mão com o endocárdio. Portanto não há dúvida alguma de que se trata de tecido cardíaco». Quanto ao sangue, o cientista sublinhou que «o grupo sanguíneo é o mesmo do homem do Santo Sudário de Turim, e é particular porque tem as características de um homem que nasceu e viveu nas zonas do Oriente Médio». «O grupo sanguíneo AB dos habitantes do lugar de fato tem uma porcentagem que vai de 0,5 a 1%, enquanto que na Palestina e nas regiões do Oriente Médio é de 14-15%», apontou.

A análise do professor Linoli revelou também que não havia na relíquia substâncias conservantes e que o sangue não podia ter sido extraído de um cadáver, porque se haveria alterado rapidamente.

O informe do professor Linoli foi publicado em «Quaderni Sclavo di diagnostica clinica e di laboratório» (1971, fasc 3, Grafiche Meini, Siena). Em 1973, o conselho superior da Organização Mundial da Saúde (OMS) nomeou uma comissão científica para verificar as conclusões do médico italiano. Os trabalhos se prolongaram 15 meses com um total de quinhentos exames. As conclusões de todas as investigações confirmaram o que havia sido declarado e publicado na Itália. O extrato dos trabalhos científicos da comissão médica da OMS foi publicado em dezembro de 1976 em Nova York e em Genebra, confirmando a impossibilidade da ciência de dar uma explicação a este fenômeno.

Fonte: MONTFORT Associação Cultural
http://www.montfort.org.br/index.php?secao=imprensa&subsecao=igreja&artigo=20050728&lang=bra

ASSISTA O DOCUMENTÁRIO SOBRE O MILAGRE DE LANCIANO

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